"Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas." (Bernardo Soares)
publicado por Departamento de Língua Portuguesa | Domingo, 29 Maio , 2011, 23:19

 

De pequenino se torce o pepino, e os alunos do 5ºano debruçaram-se sobre esta proposta de escrita - Em exame... - e sem poderem utilizar o verbo dizer.

 

 

Em exame…

- Ai, meu Deus! Como é que eu vou responder a esta questão tão difícil? – Interrogou-se, preocupado, o Diogo, que era um rapaz esperto, mas pouco estudioso.

- Eu avisei-te que devias ter estudado toda a matéria! – Exclamou a borracha Joaquina, que era sábia e uma excelente explicadora.

- Mas eu estive a brincar com o Distraído! – Respondeu o Diogo a pestanejar os seus olhos verde alface.

Mal o Diogo falou no seu nome, o lápis de carvão amarelo e preto acordou dos seus pensamentos e deu um grande salto, perguntando:

- Escrevi algum erro?

- Não, sua cabeça nas nuvens, ajuda-me mas é nesta pergunta! – Pediu, aflito, o rapaz, encaracolando os seus cabelos castanhos cor de madeira.

- Ora vamos cá ver…! Zááás!

- Ó Distraído, riscaste o exame do Diogo! – Declarou, zangada, a redonda Joaquina.

- Acalma-te, borracha! Ajuda-me mas é a apagar este risco que o desastrado do lápis fez no meu teste! Está a acabar o tempo e eu tenho de o entregar!

Depois da Joaquina apagar o risco, o lápis entrou em acção.

- Desculpa, Diogo; desculpa, borrachinha vermelha. Vou acabar este teste num instante.

- Uff! Já acabei e correu-me bem! Obrigado, meu bom amigo lápis, obrigado, borracha Joaquina. Não sei o que seria de mim sem vocês!...

 

Inês Costa, 5ºA, nº13

 


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