"Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas." (Bernardo Soares)
publicado por Departamento de Língua Portuguesa | Quarta-feira, 24 Novembro , 2010, 17:32

Depois da porta

estava um monstro,

um monstro de cabeça torta.

 

Depois da porta

estava um cão,

um cão que parecia um pão.

 

Depois da porta

estava um gato,

um gato filho dum pato.

 

Depois da porta

estava um sapo,

um sapo que tinha um papo.

 

Depois da porta

não estava ninguém,

a não ser uma raposa refém

 

Já não há mais portas

para a zebra se esconder,

até ser morta.

 

 

João Nuno, 5.º D


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