"Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas." (Bernardo Soares)
publicado por Departamento de Língua Portuguesa | Quarta-feira, 13 Junho , 2012, 09:21

 

A sede da Fundação José Saramago, que abre ao  público na quarta-feira, em Lisboa, com uma exposição sobre a vida e obra  do Nobel da Literatura, vai ter entrada gratuita até ao final de junho,  anunciou hoje a presidente da entidade.

 

De acordo com Pilar del Río, a Fundação vai ter entrada livre até ao  final do mês e, depois, os portugueses vão pagar um bilhete de três euros, enquanto os estrangeiros pagarão "entre cinco e seis euros", indicou a responsável  durante uma visita organizada para jornalistas. 

O Nobel da Literatura faleceu há dois anos, a 18 de junho de 2010, e  a Câmara Municipal de Lisboa cedeu a Casa dos Bicos à Fundação José Saramago,  presidida pela mulher. 

"Vamos viver dos direitos de autor e do nosso trabalho aqui dentro.  Não temos qualquer outro apoio oficial e os tempos estão difíceis para conseguir  mecenato. Por isso o público vai ter de pagar entrada", justificou. 

A Fundação Saramago ficará aberta nos dias úteis das 10:00 às 18:00  horas, e aos sábados das 10:00 às 14:00 horas, e terá uma loja com livros  de José Saramago em várias línguas, e artigos com a marca da entidade. 

A inauguração oficial da Fundação Saramago está prevista para as 11:30  de quarta-feira, feriado municipal e dia de Santo António, padroeiro de  Lisboa. 

Abrirá ao público a partir das 14:00, com a exposição permanente "A  Semente e os Frutos", com livros que Saramago traduziu, manuscritos, notas  pessoais, agendas, recortes de jornais, e os livros do autor, com uma seleção  de exemplares em português e edições noutras línguas. 

Poesia, crónicas, romances, fotografias que recordam as amizades de  Saramago, a atividade cívica e política, a família - os avós da Azinhaga,  a quem aludiu no discurso na Suécia, na altura da entrega do Nobel, em 1998  - cobrem as paredes do espaço expositivo. 

Também está disponível equipamento de áudio com entrevistas, discursos,  e vídeos documentais. No fim da exposição há um espaço onde foi reproduzido  o primeiro escritório onde Saramago escreveu, contendo a secretária e outros  objetos pessoais, como os óculos e a máquina de escrever. 

Fernando Gomez Aguilera, comissário da mostra, é presidente da Fundação  César Manrique, e foi também responsável pela exposição "José Saramago.  A Consistência dos Sonhos", que esteve patente em Lanzarote em 2007, depois  em Lisboa, e fez uma digressão pela América do Sul. 

O projeto de remodelação e design de interiores da Casa dos Bicos, edifício  do século XVI, é da responsabilidade dos arquitetos João Santa-Rita e Manuel  Vicente. 

Em junho do ano passado, as cinzas José Saramago foram depositadas junto  a uma oliveira centenária que foi propositadamente plantada junto à Casa  dos Bicos. 

A oliveira foi transportada da Azinhaga do Ribatejo, aldeia natal de  Saramago, e plantada junto ao edifício, porque o escritor se referia a esta  árvore no livro autobiográfico "As Pequenas Memórias" (2006). 

 

Daqui: http://sicnoticias.sapo.pt/cultura/2012/06/11/fundacao-saramago-abre-quarta-feira-com-entrada-gratuita-ate-ao-fim-de-junho


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