"Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas." (Bernardo Soares)
publicado por Departamento de Língua Portuguesa | Quarta-feira, 02 Maio , 2012, 11:00

 

No âmbito do estudo da Lírica Camoniana, foi proposto aos alunos de 10.º ano que elaborassem alguns poemas. Eis alguns exemplos:

  

 

Às vezes, as pessoas choram

Por tristeza ou preocupação

Mas há ainda outras,

Que guardam a dor no coração.

Será que devo guardar?

Ou simplesmente explodir?

Será que devo esperar,

Para este sofrimento partir?

Esta angústia imensa,

Corrói-me o coração,

Mas se me abstrair,

Os outros nem repararão.

Mas, mais tarde,

Não irei aguentar

Chegará o momento

Em que terei de chorar.

Chorarei de tristeza

Chorarei de dor,

Chorarei com saudade,

Chorarei de rancor.

Sinto em mim um vazio

Que mal consigo explicar,

Preciso daqueles abraços,

Que apenas tu sabias dar.

Eras a minha vida,

Eras o meu mundo,

Agora sinto-me perdida,

Simplesmente um vagabundo.

Mas a vida não acaba,

Haverá sempre saída,

E tentarei evitar,

Qualquer recaída.

Enquanto te tinha aqui,

Fizeste-me crescer,

Agora que partiste,

Apenas não te consigo ver.

Porque estás aqui comigo,

E sempre estarás,

Agora sigo em frente,

Eu sei que sou capaz!

Tenho os meus amigos,

Em quem posso confiar,

E sei que quando preciso,

Os poderei sempre chamar.

Espero reencontrar-te,

Talvez num céu profundo,

Para deixares de ser uma memória,

Mas de novo o meu mundo.

 

Teresa Seruca Castedo, 10.º B

 


 

Amor é emoção, amor é uma dor imensa

Para quê amar alguém,

Sem ser amado de forma intensa?

 

Amor é um mar de sofrimento e amargura,

Algo que magoa e não dura.

 

Amor é tristeza, é discussão

É um sentimento perdido

Que arrasta tudo de bom em vão.

 

E afinal de contas,

Para que serve mesmo o amor?

 

Um dia cometi o erro de me lançar no amor,

Esperei pela alegria e paixão,

E o que recebi foi mais dor no coração.

 

Amor é sorte, dizem,

Mas talvez não amar seja a própria felicidade.

 

Mafalda Correia, 10º B

 


 

Amor é o estar desejoso

por um beijo apaixonado,

é o estar ansioso

por um abraço inesperado.

 

Amor é reconhecer a pessoa

numa grande multidão,

a pessoa que voa

no nosso coração.

 

Amor é o incompreendido,

é o renascer da alma

sem esta ter morrido.

 

Amor é o desconhecido,

é o sentimento de calma

num mundo colorido!

                                          

Luísa Ferreira, 10.º B

 


 

Amor é algo eterno,

Uma vontade imensa de abraçar,
É, simplesmente, amar.
 
Não dá para viver assim,
Querer-te sem poder tocar,
Olhar-te sem poder beijar,
E amar-te sem poder amar.

Mas a vida é assim,
Um mar de contradições.
Eu amo-te e tu não me amas,
Não posso encontrar razões.

Amor é amor,
Não se define.
Sente-se.

Miguel Bastos, 10.º F

 

Amor é

Aquilo que em teus olhos vejo

Quando me vens abraçar,

Quando sinto o teu desejo

De sempre me aconchegar.

 

Amor é

Sentir o teu coração

Junto ao meu em sintonia,

Viver a terna emoção

De te esperar com alegria.

 

Amor é

O sentir-me abençoada

Por alguém me querer escutar,

Por ter quem não me pede nada

E a quem tudo quero dar.

 

Amor é

Algo tão grande e profundo,

Mais profundo do que o mar!

E não há ninguém no mundo

Capaz de o dimensionar.

 

Ana Teresa Tavares, 10.º B

 


 
Amor é uma visibilidade invisível
Só quem o sente pode saber
É acreditar que é possível
Quando nunca irá acontecer
 
Amor é um desejo insaciável
É querer dar sem receber
É este sentimento admirável
Que por fim nos faz crescer
 
É quantas vezes armadilha, vislumbre e cegueira,
Que acode ao coração,
Trazendo enorme tristeza
 
O amor, porém, resgata a pobreza,
Vence o tédio, ilumina o dia,
Trazendo ao coração uma imperecível alegria.
 
Catarina Marques Pinto, 10.º F
 

O amor é aquele desespero

Que nos leva à loucura.

Mas tal ato, por amor,

É digno de toda a bravura.

 

O amor é a pureza

Que domina o coração impuro.

É também a certeza

De todo o inseguro.

 

Causador de inúmeros estragos,

Noites perdidas em vão,

Ao relento, sob as estrelas,

Acompanhado pela solidão.

 

É descrever o indescritível,

Sabendo que as palavras se esgotaram.

É a ilusão do cego,

Cujos olhos nunca fecharam.

 
Beatriz Landeiro, 10.º B

O Amor é o tudo e o nada
tudo o que nos preenche
tudo o que imaginamos ser
tudo o que sentimos e queremos sentir

Nada de completa perfeição
Nada de apenas sentimentos felizes
Nada de facilidades
Nada de finais felizes garantidos

O amor não tem definição
é uma chuva de sentimentos contraditórios
é impossível vê-lo, apenas senti-lo

José Nuno Fonseca, 10.º F

publicado por Departamento de Língua Portuguesa | Sábado, 28 Abril , 2012, 12:30

 

No próximo dia 3 de maio, pelas 10h30, teremos entre nós o "diseur" Nuno Miguel Henriques que nos levará numa viagem pelo mundo da poesia, percorrendo autores como Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Camões, Guerra Junqueira, Almeida Garrett, António Nobre, Bocage ...


Blogue do Departamento de Língua Portuguesa do Colégio de Nossa Senhora do Rosário
Pesquisa Literária

Conto Colégio

Textos de Alunos

pesquisar neste blogue